E se eu disser que gosto de você, isso muda alguma coisa?
Confesso que estou um pouco cansada... Mas não é cansada de você, é cansada das "iminências" em que me encontro, das "reticências" que não me permitem encontrar o final das histórias, das "interrogações" sem respostas.. Enfim, cansada do tudo que nada me diz. É muita informação pra pouco conhecimento... Muita alienação pra pouco pensamento...
Eu fiz esse poema porque eu não consigo me manifestar verbalmente, é muito sério isso. Eu não sei quem foi que inventou que taurinos teriam sérios problemas em falar sobre sentimentos, mas essa pessoa está fudida na minha mão...
Eu tinha feito um título que, com apenas duas letras, diria absolutamente tudo, sobre tudo mesmo... Mas resolvi mudar, ou apagar, sei lá.. Ainda não sei bem o que fazer. Estou na dúvida se quero - mesmo - me expor assim...
Se um dia você se der conta de todas as coisas que eu já disse, ligar todos os pontinhos, vai ver que todas elas "desembocam" em você. Desde seu gosto musical, até seu jeito tímido e divertido de falar... Vai ver que tudo culmina no pouco que sei ao seu respeito. Mas isso não quer dizer que eu não tenha interesses próprios, pelo contrário, isso quer dizer que eu estou tão afim de coisas novas, de sentimentos novos, de momentos novos e, principalmente, de um novo amor, que sou capaz de me adaptar a tudo o que for novo para fazer parte, nem que seja um pouquinho, desse mundo seu que me parece tão impenetrável...
"Se você ama alguém, seja corajoso o suficiente para contar. Caso contrário, seja corajoso o suficiente para vê-lo ser amado por outro alguém.."
Sendo assim, apesar de não estar amando - muito cedo pra isso - eu vou falar de uma vez, entrelinhas, é claro.
Eu não sei falar de amor. Eu não sei, sequer do que se trata. Você pensa que já amou alguém e, quando vê, está amando. E viva a paradoxalidade da vida! Iupi :)
(títulos retirados por motivo de vergonha maior)
Sobre você, sou leiga.
Já sobre o amor, sou completamente analfabeta.
De tudo, apenas sei que não posso fazer você me amar, se não quiser.
E não posso descobrir seus segredos, se não me contar.
Sei que não posso contagiá-lo com meu sorriso, se não permitir.
E que não posso segurar suas mãos, se se esquivar.
Mas é certo que
De todas as coisas que não posso fazer
Me sobram as noites em claro
Pensando em como poderia ser
Se eu pudesse levá-lo para ver o pôr-do-sol, se interessasse.
Ou eu poderia tocar todas as notas que conheço, se preferisse.
Dormiria e acordaria ao seu lado, se possível fosse.
E dividiria com você cada minuto do meu dia, se desse.
Também o levaria para ver o mar, de mão dadas, se deixasse.
E tentaria encontrar o amor no escuro do teu coração, se existisse.
Poder, não poder...
Estranho é saber que não foi o jeito como você sorri
Que mexeu comigo,
Nem mesmo as coisas que você diz
Que me deixaram assim.
Talvez tenha sido a linha tênue que procuro
Entre o improvável e o impossível
Que me faz acreditar que posso viver
Tudo aquilo o que, de fato, não for previsível.
E quando é que eu vou vê-lo de novo?
May :)

















