martes, 23 de agosto de 2011
Enfim,
Só reativei essa merda pra poder salvar todas as imensas bobagens que escrevi ao longo desse curto espaço de tempo. Não esperem nada além..
lunes, 15 de agosto de 2011
Insistindo em saber o óbvio né..
E quando eu pensei em desistir, mais uma vez o destino te jogou em meus braços, quase que implorando pra que eu tentasse um pouco mais...
Eu ainda não sei muito bem que sentimento estranho é esse que vem, aos pouquinhos, perturbando a minha paz, roubando meu sono, fazendo minhas mãos suarem, minhas palavras se enrolarem com o simples ato de pensar em pronunciá-las, meus olhos cegarem e enxergarem - insistentemente - apenas você. Não que eu me importe, eu não ligo de ter minha paz roubada e, confesso que prefiro que não a devolva, desde que a ladra seja você. Confesso que não me importo por não conseguir pronunciar uma palavra que faça sentido, desde que eu possa apenas admirar sua beleza enquanto seu cabelo (sempre bagunçado e não necessariamente linear, rs) balança para lá e para cá, no embalo do vento. Não ligo de enxergar apenas seus olhos, destacando-se no meio de todos aqueles olhos inquietos que procuram, como sempre, um motivo para olhar. E não me incomodo de apenas sentir seu cheiro, pertinho, colado em mim, sem trocar uma palavra sequer... É até melhor assim. Tolamente eu poderia arriscar um "eu te amo" (torto e sem jeito tal como eu) e tolamente eu a perderia antes que pudesse pensar em tê-la. Ainda não sei o que, de fato, me agrada em você. Se olhos, boca, nariz, trejeitos, mãos... Ou se é o jeito meigo, doce (sempre sereno) e alegre... Se é tudo ao mesmo tempo, ou se não é nada disso. Eu acho que não preciso de motivos para gostar de você... só o seu sorriso é capaz de cativar a todos que estiverem ao seu lado. Garanto que, assim como eu, há muitas outras...
Eu sei que se você tivesse que escrever algo para mim (ou sobre mim) poderia resumir em algumas linhas e falar a grosso modo de como me visto e das palhaçadas que faço. Aposto que sequer sabe a cor dos meus olhos, o perfume que uso, ou o tipo de roupa que visto... Talvez soubesse.. não, não.. acredito que não. Mas o que eu sei é que ainda assim eu poderia facilmente achá-la cada vez mais linda, mais simples, mais perfeita, mais inatingível.. E com isso sinto que estou frequentando assiduamente um ciclo vicioso no qual apenas eu teimo em permanecer. Mas quer saber? Eu não quero sair. Eu não quero mais desistir, embora eu não esteja lutando (acho essa expressão ridícula, por sinal). Eu vou arriscar, eu vou teimar... Eu posso me quebrar inteira, em mil pedaços, mas "desse sentimento" eu posso dizer que conheço um pouco, e sei que posso juntar todos os caquinhos de uma vez, embrulhá-los num jornal e colá-los aos pouquinhos, com todo o cuidado para que estejam suficientemente fortes para a próxima queda. Eu não tenho medo de cair, de me cortar, de me machucar... Apenas tenho medo de não fazer, de não correr atrás, de perder sem sequer tentar..
Eu poderia terminar esse texto falando alguma coisa de útil, mas pensando em você, as palavras saem tortas como já disse, mal consigo formular algumas frases. Acho que já está bom do jeito que está... Acho, inclusive, que está até demais. Menos mal, antes o exagero que a falta. E, em se tratando de mim, o exagero faz parte, porém tudo o que eu digo é o que eu sinto, é o que o meu coração tem vontade de gritar, ainda que ninguém escute, ainda que você não se importe... Só não o faz porque não tem coragem, ainda.
' Eu me afasto e me defendo
De você
Mas depois me entrego
Faço tipo, falo coisa que
Eu não sou
Mas depois eu nego
Mas a verdade é que eu sou
Louca por você '
Quem sabe um dia eu descubra dentro da imensidão dos seus olhos, um pouco de mim que se perdeu e não quer achar o caminho de volta...
May (:
lunes, 8 de agosto de 2011
E agora José, Maria, João, Pedro... E agora?
Quando você perceber que..
a água esgotou,
o rio secou,
a lágrima caiu,
o leite derramou,
a mata queimou,
a luz apagou,
a fauna morreu,
a voz calou,
o choro cessou,
a página rasgou,
o lápis rabiscou,
a criança correu,
a ave voou,
o gelo rachou,
o som silenciou,
a ganância arruinou,
a fome matou,
a confiança quebrou,
o amor se perdeu,
a esperança expirou
e o tempo passou...
.. vai perceber que o homem destruiu
e a vida
acabou.
- E agora?
- O dinheiro sobrou.
May (:
domingo, 7 de agosto de 2011
Pra ir dormir bem..
Mulher sem razão
Sabiá-amarelo pousou na janela
Inquieto ficou de um lado pra outro
Sabia o que queria - fugia dela
Mal percebeu que negava ouro
Disse-me-disse que sozinho estava
Enquanto olhos atentos fitavam tudo
O vestido vinho que ela colocara
Fez com que ela perdesse o prumo
Quando ela o viu tentou segurá-lo
Mal sabe a pobre que acordou de um sonho
Olhou para os lados a fim de encontrá-lo
Só então percebeu que sabiá não tem dono
E sem rumo saiu, desatinou-se
Sabiá voou, voltou, sumiu
E, debruçando-se na janela, disse:
"Till the bird on the wire flies me back to you"
May_
é triste perceber...
.. o quanto você pode gostar de uma pessoa, se animar com qualquer atitude dela em relação à você e, de repente - não mais que de repente - você descobrir que não representava nada.
Desisti dela
Dos amores dela
Do perfume dela
E do seu jeito meigo que me fez assim.
Desisti dos encantos dela
Dos olhos dela
Do modo como ela dança
E de tudo que nela me deixou tão afim.
Desisti dos sonhos dela
Dos meus sonhos de estar com ela
E de um dia ela me dizer sim.
Desisti do coro da voz dela
Do jeito como ela se veste
E, sobretudo, da marca que ela deixou em mim.
May :/
é bom que já estava mais do que na hora de desencanar ;)
sábado, 6 de agosto de 2011
Ahh, Clarice...
" Esse não-saber pode parecer ruim mas não é tanto porque ela sabia muita coisa assim como ninguém ensina cachorro a abanar o rabo e nem a pessoa sentir fome; nasce-se e fica-se logo sabendo. Assim como ninguém lhe ensinaria um dia a morrer: na certa morreria um dia como se antes estivesse estudado de cor a representação do papel de estrela. Pois na hora da morte a pessoa se torna brilhante estrela de cinema, é o instante de glória de cada um e é como no canto coral se ouvem agudos sibilantes. "
A Hora da Estrela - Clarice Lispector
Ah, o futuro...
Ultimamente tenho me perdido nas confusões de Clarice... Acho que devo estar me assemelhando a ela..
" Em todo caso o futuro parecia vir a ser muito melhor. Pelo menos o futuro tinha a vantagem de não ser o presente, sempre há um melhor para o ruim. Mas não havia nela miséria humana. É que tinha em si mesma uma certa flor seca. Pois, por estranho que pareça, ela acreditava. Era apenas fina matéria orgânica. Existia. Só isso. E eu? De mim só se sabe que respiro."
A Hora da Estrela - Clarice Lispector
jueves, 4 de agosto de 2011
e ai?
ENTÃO...
Finja o quanto quiser que me
Odeia
Diga mil razões para não me
Amar
- (silêncio profundo)
Só não se esqueça que
Eu posso fingir tão bem quanto você que não te quero.
May
Sinta... V I V A !
"Do you hear me
I'm talking to you
Across the water
Across the deep blue ocean
Under the open sky
Oh my, baby I'm trying
Boy I hear you in my dreams
I feel your whisper across the sea
I keep you with me in my heart
You make it easier when life gets hard
Lucky I'm in love with my best friend"
Lucky - Jason Mraz
Aqui..
" Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim "
Aqui - Ana Carolina
lunes, 1 de agosto de 2011
Pra me lembrar de você..
O que deveria ser dito e não foi
Um dia me disseram
Que simples seria a vida
Se vivo não fôssemos
E se amar não fosse sinal de despedida
Me contaram, também,
Que a intensidade do amor
Depende da intensidade do beijo
Que - com o tempo - supera a dor
Um dia me alertaram
Que o amor nos faz cegos
Que, podendo nos levar aos céus,
Pode, igualmente, nos jogar no infermo
E me falaram
Que sonhos são 'coisa de menina', somente ilusão
Que quando se quer, se conquista, corre atrás
Não se faz previsão
E me empurraram conselhos, dicas, avisos e regras
Que apenas me serviram
Para perceber que
Com a mesma mão que 'dão', tiram.
O que todos se esqueceram de avisar
É que não existe conquista sem sonho, amor sem desilusão
E, ao invés, deveriam ter-me-dito:
' Não importa o que aconteça, do seu lado eu não saio não'
May
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