lunes, 15 de agosto de 2011

Insistindo em saber o óbvio né..

E quando eu pensei em desistir, mais uma vez o destino te jogou em meus braços, quase que implorando pra que eu tentasse um pouco mais... 






Eu ainda não sei muito bem que sentimento estranho é esse que vem, aos pouquinhos, perturbando a minha paz, roubando meu sono, fazendo minhas mãos suarem, minhas palavras se enrolarem com o simples ato de pensar em pronunciá-las, meus olhos cegarem e enxergarem - insistentemente - apenas você. Não que eu me importe, eu não ligo de ter minha paz roubada e, confesso que prefiro que não a devolva, desde que a ladra seja você. Confesso que não me importo por não conseguir pronunciar uma palavra que faça sentido, desde que eu possa apenas admirar sua beleza enquanto seu cabelo (sempre bagunçado e não necessariamente linear, rs) balança para lá e para cá, no embalo do vento. Não ligo de enxergar apenas seus olhos, destacando-se no meio de todos aqueles olhos inquietos que procuram, como sempre, um motivo para olhar. E não me incomodo de apenas sentir seu cheiro, pertinho, colado em mim, sem trocar uma palavra sequer... É até melhor assim. Tolamente eu poderia arriscar um "eu te amo" (torto e sem jeito tal como eu) e tolamente eu a perderia antes que pudesse pensar em tê-la. Ainda não sei o que, de fato, me agrada em você. Se olhos, boca, nariz, trejeitos, mãos... Ou se é o jeito meigo, doce (sempre sereno) e alegre... Se é tudo ao mesmo tempo, ou se não é nada disso. Eu acho que não preciso de motivos para gostar de você... só o seu sorriso é capaz de cativar a todos que estiverem ao seu lado. Garanto que, assim como eu, há muitas outras...

Eu sei que se você tivesse que escrever algo para mim (ou sobre mim) poderia resumir em algumas linhas e falar a grosso modo de como me visto e das palhaçadas que faço. Aposto que sequer sabe a cor dos meus olhos, o perfume que uso, ou o tipo de roupa que visto... Talvez soubesse.. não, não.. acredito que não. Mas o que eu sei é que ainda assim eu poderia facilmente achá-la cada vez mais linda, mais simples, mais perfeita, mais inatingível.. E com isso sinto que estou frequentando assiduamente um ciclo vicioso no qual apenas eu teimo em permanecer. Mas quer saber? Eu não quero sair. Eu não quero mais desistir, embora eu não esteja lutando (acho essa expressão ridícula, por sinal). Eu vou arriscar, eu vou teimar... Eu posso me quebrar inteira, em mil pedaços, mas "desse sentimento" eu posso dizer que conheço um pouco, e sei que posso juntar todos os caquinhos de uma vez, embrulhá-los num jornal e colá-los aos pouquinhos, com todo o cuidado para que estejam suficientemente fortes para a próxima queda. Eu não tenho medo de cair, de me cortar, de me machucar... Apenas tenho medo de não fazer, de não correr atrás, de perder sem sequer tentar..

Eu poderia terminar esse texto falando alguma coisa de útil, mas pensando em você, as palavras saem tortas como já disse, mal consigo formular algumas frases. Acho que já está bom do jeito que está... Acho, inclusive, que está até demais. Menos mal, antes o exagero que a falta. E, em se tratando de mim, o exagero faz parte, porém tudo o que eu digo é o que eu sinto, é o que o meu coração tem vontade de gritar, ainda que ninguém escute, ainda que você não se importe... Só não o faz porque não tem coragem, ainda.


' Eu me afasto e me defendo 
De você
Mas depois me entrego
Faço tipo, falo coisa que
Eu não sou
Mas depois eu nego
Mas a verdade é que eu sou
Louca por você '

Quem sabe um dia eu descubra dentro da imensidão dos seus olhos, um pouco de mim que se perdeu e não quer achar o caminho de volta...
 
                May (:

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